Olá, sou Guilherme Gomes, jogo há 14 anos, meus decks favoritos válidos são Walls combo e Retriever combo (Gato + altar). Voces já devem ter me visto em alguma live da Mont e até no canal do Tiago Fuguete.
Sempre falo sobre cartas que poderiam ser Pauper e então a convite do Fuguete resolvi fazer uma lista com algumas ideias e o porque de cada uma, espero que gostem.
O formato Pauper é um ecossistema vivo, moldado não apenas pelo que é lançado como comum, mas pelo que é “rebaixado”. A comunidade adora especular sobre os famosos Downshifts — cartas poderosas que, ao ganharem o símbolo comum em coleções como Masters ou Commander Legends, transformam o metagame.
Mas e se pudéssemos escolher? Baseado em uma seleção cuidadosa de cartas que hoje são Incomuns, montamos uma lista de cards que trariam novas estratégias, equilibrariam arquétipos ou simplesmente elevariam o nível de poder do formato de maneira divertida.
Confira abaixo a nossa lista dos sonhos para o Pauper, dividida por cores e funções.
A força do BRANCO:
O Branco no Pauper muitas vezes sofre com a falta de card advantage, dependendo muito de sinergias com outras cores. Estas adições mudariam esse cenário.

O irmão branco do clássico Wall of Blossoms. Atualmente, decks como Boros Bully ou White Weenie carecem de uma compra de cartas eficiente. Um corpo 0/4 que se repõe ao entrar em campo seria a defesa perfeita contra Aggros, além de fortalecer imensamente decks de controle que abusam de Ephemerate.
Uma remoção acoplada a uma criatura. O grande trunfo aqui é o combo “sujo” com Ephemerate: se você responder à habilidade de entrada do Fiend Hunter com a mágica de blink, a criatura do oponente é exilada permanentemente. Seria uma arma letal para o Orzhov ou Mono White.
O Pauper é definido por criaturas pequenas. O Mentor daria aos decks de Tokens ou Weenies um motor de compra de cartas no late game, garantindo que o branco não perca o gás contra decks de controle.
Decks de fichas sofrem muito contra varreduras globais de 1 ou 2 de dano, como Breath Weapon. Este encantamento não só tira as fichas desse alcance letal, como dá vigilância, tornando a estratégia Go-Wide uma opção sólida.
O Controle do AZUL:
O Azul já é forte, mas algumas ferramentas poderiam diversificar as formas de jogar.
Com a prevalência de criaturas com poder 4 ou maior, como Tolarian Terror e Gurmag Angler, o azul precisa de um “Negate” de 1 mana. Isso consolidaria estratégias do tipo “Protect the Queen” (baixe um monstro cedo e proteja-o o resto do jogo).
Uma resposta elegante e eficiente que resolve todos os drops 2 cruciais do formato, punindo quem tenta jogar na curva sem proteção.
O azul tradicionalmente tem dificuldade em lidar com mesas cheias, como contra Elves ou Red Rally. Aetherize é uma resposta justa de 4 manas: não destrói, mas pune ataques massivos devolvendo tudo para a mão, comprando o tempo vital que o você precisa.
A maldade PRETA:
O preto ganharia ferramentas para reviver o Mono Black Control e viabilizar novas estratégias de cemitério.
O equilíbrio perfeito de palavras-chave: Voar, Toque Mortífero e Vínculo com a Vida. Ele morre para Lightning Bolt, o que o torna justo, mas se não for respondido imediatamente, domina qualquer outro deck de criatura agressivo.
O Pauper tem poucas respostas eficientes para terrenos ou criaturas com Hexproof (como no deck de Bogles). Smallpox é simétrica e brutal, atacando a mão, a mesa e os terrenos, a carta perfeita para um Mono Black Control de atrito.
Um efeito de sacrifício (édito) em um corpo relevante. O Mono Black adora trocas de 2 por 1, e este card pune severamente decks que dependem de uma única criatura grande para vencer.
O melhor facilitador de cemitério de custo 1. Viabilizaria decks de Reanimate, Zumbis ou estratégias que usam o cemitério como recurso (como um Gurmag Angler rápido) sem depender de mágicas azuis de self-mill.
Cria uma condição de vitória para decks de Descarte (o arquétipo 8-Rack). Hoje, você consegue tirar a mão do oponente no Pauper, mas falta uma forma eficiente de matá-lo por isso. Essa carta resolve o problema.
A velocidade VERMELHA:
O vermelho receberia consistência e payoffs para jogar muitas mágicas.
Transformaria o Izzet Spells ou Mono Red Control em potências absolutas. Cada mágica se transforma em uma criatura, gerando um valor insano. Talvez fosse forte demais, mas certamente seria a carta mais popular do formato.
A ferramenta técnica que falta ao Burn. O formato é cheio de ganho de vida incidental (Life Lands, Weather the Storm). Skullcrack nivela o jogo, impedindo o ganho de vida sem aumentar o dano por turno de forma injusta.
A resiliência VERDE:
O verde ganharia corpo e recursão para lutar contra as remoções do formato.
Agressividade pura. Com Haste e Undying (Imortal), ele garante que o Stompy possa continuar pressionando mesmo após tomar remoções, algo vital contra decks de controle cheios de remoções.
Força bruta. Um 4/5 por 3 manas obriga o deck a ser Mono Green, mas recompensa o jogador com um corpo que sobrevive a Lightning Bolt e para a maioria das criaturas terrestres no combate.
A rainha da recursão. Recuperar a melhor carta do seu cemitério é um efeito poderoso. No Pauper, permitiria loops de valor insanos no late game, especialmente em decks de Tron ou Flicker.
A defesa perfeita para o verde. Segura o jogo contra decks rápidos enquanto repõe a carta na mão, permitindo que decks Midrange cheguem vivos aos turnos decisivos.
Multicoloridas e Híbridas:
Cartas que definem arquétipos de duas ou mais cores.
Valor absurdo. Quatro corpos voadores em uma única carta (graças ao Flashback). Definiria o formato, tornando o Orzhov e o Boros (com splash) os reis do atrito.
O sonho do jogador de Izzet. Dá dano dividido (mata fadas, elfos) e compra carta. É o tipo de vantagem de cartas que define partidas de controle contra aggro.
Um corpo agressivo (2/1 por 1 mana) que atua como grave hate passivo. Seria fundamental para punir decks de Tolarian Terror e loops de mágicas instantâneas sem gastar slots de sideboard.
Artefatos e Terrenos:
Cartas que definem arquétipos de duas ou mais cores.
Custa 1, é difícil de bloquear e aumenta o poder de todo o time com Battle Cry. Essencial para reviver o Affinity agressivo e fortalecer o Mono Red Rally.
Transforma grandes ameaças (Ulamog’s Crusher, Terror) em finalizadores imediatos com ímpeto e protegidos com Hexproof, mudando a dinâmica de “virar e passar”.
Uma condição de vitória incolor clássica. Daria aos decks de controle “hard” uma forma de ganhar o jogo sem precisar atacar, fortalecendo estratégias de Turbo Fog.
Manlands (terrenos criatura) são ótimas para controle, pois são condições de vitória que não ocupam espaço de mágica no deck e sobrevivem remoções globais.
Destruição de terrenos justa. Ajuda decks Fair a terem chance contra as muitas manas do Tron ou a ganância de decks de muitas cores que abusam das Bouncelands.
Criatura que é terreno. Permite truques de combate, sacrifícios para efeitos e proteção contra éditos (sacrificando-a no lugar de uma criatura grande). Aumenta muito o skill ceiling do formato.





